Mostrando postagens com marcador Vocações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vocações. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

FELIZ DIA DO CATEQUISTA

Comemoramos neste final de semana o Dia do Catequista.

PARABÉNS PELO SEU TRABALHO, CATEQUISTA!!!

Aí vai pra você uma mensagem que eu encontrei.....







domingo, 12 de agosto de 2012

A VOCAÇÃO DE PIERRE

Pierre é um pássaro. Ele vive na “Floresta das Vocações”. Nesta floresta, cada pássaro, inseto ou animal tem uma vocação específica.
E desde muito cedo eles descobrem qual é a sua vocação específica.
Porém Pierre, já é um pássaro jovem, e segundo ele, ainda não conseguiu descobrir qual é a sua vocação específica.

- Vovô Pardal, tenho observado os meus amigos, e percebi que cada um deles já descobriu qual é a sua vocação!Veja o Canário Zé, o mês que vem ele vai se casar com a andorinha Teté! E o João-de-Barro, é um arquiteto perfeito, veja só as lindas casas que ele projeta e constrói!
E eu? Qual é a minha vocação?

- Querido netinho Pierre. . . Infelizmente eu não posso lhe dizer qual é a sua vocação! Cabe a você descobrir sozinho! A única coisa que posso fazer por você é apontar caminhos! Mas tenha certeza de uma coisa Pierre: a sua vocação se encontra no seu coração.

. . Após conversar com seu avô, Pierre saiu um pouco feliz, pois seu avô lhe havia dito que ele também possuía uma vocação! Mas também saiu com mais dúvidas ainda: se todos tinham uma vocação, qual era a sua???

Todas as manhãs Pierre gostava de cantarolar em uma pitangueira que ficava em frente a um antigo asilo, próximo da “Floresta das Vocações”. E para os velhinhos daquele asilo o canto de Pierre simbolizava vida, esperança, amor. . .  Mas um dia Pierre cansou de cantarolar. . . Os velhinhos daquele asilo começaram a se entristecer e conseqüentemente ficaram doentes.

- Pierre, meu neto querido, porque você não está cantando mais?

- Sabe o que é vovô? Eu desanimei. . . Para que cantar se eu não sei qual é a minha vocação?

- Você se lembra do dia em que eu lhe disse que eu poderia apontar caminhos para que você pudesse por si mesmo descobrir qual era a sua vocação?

- Sim, me lembro! - Pois bem, este momento chegou!

O avô de Pierre o conduziu até a pitangueira que ficava em frente ao asilo, onde todas as manhãs Pierre cantarolava.

- Olhe para estes velhinhos Pierre! Como você os vê?

- Eles estão muito tristes vovô!

- Além de estarem tristes, eles também estão doentes!

- Mas porque vovô?

- Por um simples motivo meu neto querido! Você era o motivo da alegria destas pessoas! Quando você cantava estes velhinhos tinham vida, esperança. . . Você era sinal de que Deus não os havia abandonado! Eles acreditavam na vida, porque você era sinal de vida para eles. . .

- Puxa vovô! Então está é a minha vocação!!! Levar vida, alegria e esperança para as outras pessoas!!!

A partir daquele dia Pierre se tornou o pássaro mais feliz da “Floresta das Vocações”.

- Vovô, muito obrigado por me indicar o caminho!

- Cada um de nós Pierre, já nasce com uma vocação gravada em nosso coração! Mas temos a liberdade de dizer: sim ou não a ela! Mas para que possamos dizer sim ou não é necessário passarmos por várias etapas de amadurecimento: medo, questionamentos, desafios, visão da realidade. . . E hoje você só é feliz porque pode dizer um sim maduro a sua vocação! 

domingo, 5 de agosto de 2012

VOCAÇÃO - RESUMO PARA AS CRIANÇAS



MÊS VOCACIONAL


ATIVIDADES SOBRE VOCAÇÃO


Algumas atividades retiradas do blog "Catequese com Crianças”!


Resposta da atividade acima: 1. Vontade - 2. Oração - 3. Capacidade - 4. Amar - 5. Compreender - 6. Assumida - 7. Ouvir





TEXTO SOBRE VOCAÇÕES



O ASSUNTO É VOCAÇÃO
BATISMO – FONTE DE TODA VOCAÇÃO
O significado de “vocação” brota do batismo. É a base para compreendermos o sentido das vocações e dos ministérios na Igreja. “A partir do batismo, todos somos chamados à santidade, à fé e ao seguimento de Jesus. Todas as outras vocações nascem da vocação batismal”. O batismo é a base de todos os ministérios.
Somos batizados em nome da Santíssima Trindade. Deus é a fonte da vocação. Tudo é dom e graça de Deus. Deus Pai nos chama para a vida e para a dignidade de filhos e filhas de Deus. O filho Jesus, enviado do Pai ao mundo, é nosso Salvador. Ele chama os discípulos, os instrui e os envia em missão. Hoje, ele continua chamando, uns para o ministério ordenado, outros para a vida religiosa, outros para a missão como leigos na Igreja e no mundo, como “sal e luz”. É o Espírito Santo que age, ilumina, anima e conduz a missão de todos os vacacionados.

Cada pessoa batizada tem a responsabilidade de viver bem o chamado, mas também de contribuir para que os outros tenham condições de responder ao chamado de Deus para seguir Jesus Cristo e servir aos irmãos

A VOCAÇÃO É AMAR
 Jesus nos dá talentos, qualidades. Cada um tem um talento próprio e todo mundo tem qualidades.
Faça uma lista de qualidades que você tem e que poderia colocar a serviço dos outros:
Os talentos (qualidades) não podem ser enterrados.
É isso mesmo: os talentos devem ser utilizados para ajudar as pessoas, fazendo com que o mundo seja mais feliz.
É muito sério quando não queremos partilhar nossos dons. Veja o que Jesus disse a esse respeito: "Servo mau e preguiçoso... Jogai-o nas trevas onde haverá choro e ranger de dentes..."(Mt 25,26-30).Se Jesus, que amava tanto as pessoas disse isso, é porque a questão dos talentos é muito importante.
A pessoa humana traz dentro de si as marcas do amor. Fomos criados por amor e com a missão de amar. Foi Deus quem nos amou por primeiro. Por amor enviou seu filho Jesus ao mundo para ensinar o caminho do amor, da justiça, do perdão, da vida e da misericórdia a toda humanidade. Viver uma vocação é viver o amor. Quem é egoísta, auto-suficiente, fechado em si mesmo, ganancioso, jamais vai viver uma vocação.
A primeira característica de uma vocação é a gratuidade, a entrega de si sem esperar recompensa, a doação de sua vida sem esperar elogios e reconhecimento. Isto vale para todas as vocações, serviços e ministérios na Igreja, quer ordenado, quer leigos. “Sem o amor não é possível pensar em vocações verdadeiras”.
Quem ama manifesta os sinais de amor. O primeiro sinal de amor é com Deus, fonte e princípio de toda vocação. O(a) vocacionado(a) está em continua união com Deus através da oração, da leitura da Bíblia, da participação nos sacramentos, na caridade, no perdão, na acolhida. Mas o amor a Deus nos leva ao amor aos irmãos especialmente, os mais excluídos e necessitados.
VOCAÇÃO COMO SERVIÇO
Somos povo de Deus, povo de servidores. A vocação está na dimensão do serviço. Sem esta atitude a vocação torna-se um “poder ou um privilégio”, distante da vida e do povo.
Não querer partilhar meus dons e pô-los a serviço, é o mesmo que não querer ocupar meu lugar de tijolo na construção que Deus projetou para nós.
Não se esqueça que você é muito importante, mas que as pessoas que estão ao seu lado também o são. Por isso, devemos respeitar e valorizar a cada um com seus dons próprios.
Nossa vida é uma caminhada:
Desde o meu nascimento até a morte, estou a caminho: para Deus e para os outros.
Não estou parado e não posso parar.Cruzar os braços, parar significa morrer.
A vida é dinâmica, é movimento, é crescimento, é caminhada.Deus me chamou à vida e, portanto, me chamou a percorrer um caminho.
Na catequese é importante insistir que toda pessoa precisa olhar para a sua decisão vocacional “como um serviço a Deus, a Igreja e aos irmãos e não como uma ascensão social ou busca de uma posição privilegiada na Igreja ou na sociedade”.
Qual a finalidade (para que) da vocação?
             
No centro da vocação está a MISSÃO. E no centro da Missão não está a própria pessoa do chamado, porém o povo a quem se destina ou é enviado.
A finalidade da vocação-missão não está fundamentalmente na linha do fazer mas na linha do ser: sou padre, sou leigo, sou religioso(a), sou profeta, sou missionário...

AS VOCAÇÕES HOJE:

Atualmente se diz que em uma mesma pessoa há três dimensões da vocação:
dimensão humana - dimensão cristã - dimensão específica
Não são três degraus, que se colocam, um após o outro: são três aspectos intimamente ligados entre si.
Quando um desses aspectos cresce e se desenvolve, automaticamente os outros também deverão crescer.
Cada um de nós é: Escolhido – Convidado – Chamado por Deus, para possuir, livremente todos estes aspectos da vocação, que marcarão profundamen­te nossa vida.

VOCAÇÃO HUMANA

Na Bíblia o homem é chamado para:  Ser pessoa - Ter união com Deus - Dialogar com Deus.       
Mas o homem não se realiza sozinho, pois, o homem é essencialmente social. Nesse esforço conjunto, chamado de SOCIEDADE, é importante o trabalho exercido pelo homem, para colocar a natureza a serviço dos planos humanos.
Esta é a vocação natural do homem!    Vocação na Igreja.
 Vocação é chamado. Mas, quem é o sujeito da vocação? Aquele que chama: Iahweh, Deus, o Senhor.
É Deus quem chama e envia. A iniciati­va é de Deus.
Quem é o objeto da vocação? A pessoa humana concreta. Ela que é chamada. Na concretude da pessoa Deus leva em conta o nome, família, idade, situação histórica... circunstâncias próprias de cada um.
A vocação afeta a pessoa no mais profundo do seu íntimo: "Deixei-me seduzir..."
Não são as características pessoais de cada um que determinam a vocação. Pelo contrário, aparece bem destacada a incapacidade radical (ontológica) do homem: Não sei falar, sou apenas uma criança, não conheço varão, envia outro...

A atitude fundamental da pessoa chamada-enviada só consiste na aceitação alegre e agradecida do envio: "Eis-me aqui" (Magnificat).

O chamamento de Deus se faz ouvir ao homem através de várias mediações
- o primeiro mediador é Jesus.
- como sinal da mediação de Jesus, aparece o Povo de Deus, a comunidade, a Igreja.

1 - VOCAÇÃO LAICAL:

É a vocação de todo batizado.
Sua origem está nos sacramentos do Batismo e da Crisma.
Sua missão é formar comunidade,  transformar o mundo e melhorar a qualidade de vida das pessoas, assumindo uma profissão específica.
São os portadores do amor de Jesus Cristo no meio da família e da sociedade.
O fiel cristão leigo pode ser solteiro, casado ou consagrado no meio do mundo.
Casar ou ficar solteiro é uma opção de vida.
Existe, ainda, a consagração a Deus no meio do mundo.
Essa consagração pode ser individual e espontânea ou num Instituto Secular.
Existem no Brasil muitos Institutos Seculares masculinos e femininos. Essa vocação é uma forma mais livre de se consagrar a Deus, exercendo uma profissão específica.

2 - VOCAÇÃO RELIGIOSA:                                                        

Essa vocação é assumida por pessoas que se sentiram chamadas por Deus a doarem suas vidas por uma causa.
Trata-se da consagração a Deus assumindo os votos de pobreza, castidade e obediência, ingressando numa Congregação ou Ordem Religiosa.
Os religiosos e religiosas são os sinais visíveis do amor de Jesus Cristo pela sua Igreja e pelo mundo.
As Congregações masculinas podem ser apostólicas e contemplativas.
As apostólicas estão inseridas nas atividades da Igreja, no meio da sociedade e do mundo. Atuam junto às paróquias, escolas, doentes, crianças, jovens, migrantes, pobres...
As contemplativas reproduzem a dimensão de Cristo “orante”. São as pessoas chamadas a viverem nos mosteiros nos mais variados estilos.
A maioria das congregações tem padres e irmãos ou freis consagrados.
Algumas congregações têm exclusivamente irmãos.
As Congregações femininas também podem ser ativas ou contemplativas.
As religiosas se consagram a Deus e são chamadas de Irmãs. Juntamente com os votos de castidade, obediência e pobreza, as irmãs dedicam suas vidas ao carisma a que se sentiram chamadas.
A Igreja Católica possui também muitos Institutos de Vida Apostólica.

3 - VOCAÇÃO SACERDOTAL
Jesus Cristo continua chamando pessoas para darem continuidade à sua obra de amor, a construção do reino de Deus.
A vocação sacerdotal é um dom de Deus para a Igreja e para o mundo.
O diácono, o padre e o bispo recebem da Igreja o “sacramento da ordem”.
Um jovem para ser padre deve ingressar num seminário e estudar, a partir do segundo grau, as faculdades de filosofia e teologia.
A vocação ao sacerdócio não é:
- Um sentimento: costuma-se dizer ´eu sinto a vocação´. Na verdade a vocação não se sente. É, antes, uma certeza interior que nasce da graça de Deus que me toca a alma e que me pede uma resposta livre. Caso Deus chame, a certeza irá crescendo na medida em que a sua resposta for mais generosa.
- Um destino irrevogável, iniludível: Muitos acreditam que quem tem a vocação vai porque vai. Não! A vocação é um mistério de amor e o amor é livre. Se eu não respondo com generosidade, o chamado de Deus fica frustrado.
- Um refúgio para quem tem medo da vida.
- Uma carreira como qualquer outra. Não! É uma história de amor.

4 - A VOCAÇÃO DO CATEQUISTA
O catequista é chamado a ser testemunha de Jesus Cristo. Testemunhar não significa discursar sobre, mas viver intensamente o Evangelho configurando-se Àquele que primeiro nos amou e nos escolheu: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). Não se pode anunciar aquilo que ainda não se experimentou. O catequista precisa ter essa consciência de que a missão não é mérito seu, mas lhe foi confiada. Não se trata de realização pessoal, mas algo muito maior, ou seja, o catequista é um eleito de Deus para exercer esta vocação específica no seio da Igreja. Vocação esta que não pode ser vivida fora do contexto do amor.
Infelizmente existem muitos catequistas que estão sempre reclamando de tudo e de todos, principalmente de seus próprios catequizandos, “ninguém quer saber de nada...”. Vivem dando ultimatos às crianças e adolescentes: “se vocês não fizerem vocês vão vê...”. Com freqüência ameaçam abandonar a pastoral, “só vou ficar mais este ano, porque já não agüento mais...” e por aí vai. Não são felizes! O catequista não pode ser alguém infeliz.
Na Carta aos Gálatas encontramos o resumo de como deve ser a vida do catequista: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2,20). Os catequizandos precisam enxergar isso nos seus catequistas, através de suas ações e não apenas de suas palavras. O catequista precisa deixar-se seduzir a cada dia por Deus e envolver-se por seu amor infinito, ao ponto de já não viver por si mesmo, mas por Cristo.
Desta forma, encarnando o Evangelho em sua vida, o catequista conseguirá atrair os seus catequizandos para Cristo, numa adesão incondicional ao projeto de Jesus. E sua alegria será infinita, porque sabe que apesar das suas limitações Deus continua agindo no mundo por meio dele, oferecendo sempre uma nova oportunidade à humanidade.
De fato, é esse amor que nos impulsiona na missão a nós foi confiada. O catequista, deve ser um especialista no amor, porque é alguém que teve um encontro pessoal com Jesus Cristo e é comprometido com o seu projeto de construção e edificação do Reino.  
Eis, portanto, a missão do catequista: anunciar com palavras e, sobretudo, ações, o amor infinito de Deus.

FELIZ DIA DO CATEQUISTA!

DIACONATO PERMANENTE


O Diaconato Permanente
Não há ministério eclesial frutuoso sem o tempero da cruz gloriosa. É preciso que o diácono seja capaz de abraçar a cruz como dom, como privilégio para fazer o coração do servo pulsar no ritmo do Coração Redentor. Vivenciar o amor de Cristo de tal modo que nem a tribulação, nem a angústia, nada nos possa dele separar (1 Cor 8, 35 - 39).


O que é o diaconato?

Diaconato é o primeiro grau do sacramento da ordem. Os outros dois são o presbiterado e o episcopado, portanto, diáconos, presbíteros e bispos compõem a hierarquia da Igreja. As mãos lhes são impostas para o ministério e não para o sacerdócio. Com a ordenação o diácono deixa sua condição de leigo e passa a fazer parte do clero. Esse sacramento imprime caráter, que o faz diácono por toda a eternidade. Não há como retroceder.


O diaconato é coisa nova na Igreja?

Não. O diaconato foi instituído pelos apóstolos. Podemos ver em Atos 6, 1 - 6 a imposição de mãos sobre os primeiros sete diáconos: Filipe, Prócono, Nicanor, Tímon, Pármenas, Nicolau e Estevão que foi o primeiro mártir (At. 6,8-7,60). Podemos, ainda, ver outras referências como Fl. l,1 e 1 Tm. 3, 8 - ss. Permaneceu florescente na Igreja do ocidente até o século V, depois por várias razões desapareceu.


Quando foi restabelecido?

Foi restabelecido pelo Concílio Vaticano II. Inicialmente foi regulamentado pelo papa Paulo VI em 1967 no motu próprio "Sacrum Diaconatus Ordinem". Em 31 de março deste ano foram promulgados pela congregação para o clero as "Normas fundamentais para a formação dos diáconos permanentes" e "O diretório do ministério e da vida dos diáconos permanentes". Estes documentos deixam explícitos que "a restauração do diaconato permanente numa nação não implica a obrigação da sua restauração em todas as dioceses. Compete exclusivamente ao bispo diocesano restaurá-lo ou não".


Por que permanente?

Existem dois tipos de diáconos. O diácono transitório é aquele que recebe o sacramento da ordem no grau do diaconato para depois receber o segundo grau e tornar-se presbítero, ou padre conforme costumamos dizer. O diácono permanente sendo casado não pode ascender ao grau superior, ficando permanentemente como diácono.


Ficando viúvo o diácono permanente pode ser ordenado presbítero?

Na realidade pode. No entanto precisa de uma autorização especial e ainda de completar os estudos, da concordância do bispo e do conselho de presbíteros e de forma preponderante da certeza absoluta de sua vocação ao presbiterado. Contudo isto é importante: o diácono permanente que ficar viúvo não pode se casar novamente.


O que é necessário para se tornar diácono?

As normas da Igreja fazem algumas exigências: a formação deve durar pelo menos três anos (no mínimo mil horas) e deve conter obrigatoriamente teologia bíblica, dogmática, litúrgica e pastoral; o candidato deve estar casado há no mínimo cinco anos; tem que ter pelo menos 35 anos. Vida matrimonial e eclesial exemplares. Autorização verbal da esposa no momento da ordenação e por escrito, arquivada no processo.

Todas as dioceses têm normas específicas, exemplo: segundo grau completo, situação econômica estável, indicação do pároco, entrevistas com o bispo (inclusive esposas), idade superior a quarenta anos, retiros espirituais a cada seis meses para que se possa meditar sobre sua vocação; estar intimamente ligado a uma paróquia onde venha prestando valiosos serviços; complementar seus estudos com teologia moral, história da Igreja, direito canônico e mariologia. Ser homem de oração e assíduo na freqüência aos sacramentos.


Alguém pode se apresentar como candidato ao diaconato?

De modo geral o candidato é escolhido entre aqueles que se sobressaem na comunidade por sua espiritualidade e engajamento na paróquia, todavia, nada impede que alguém explicite ao pároco ou mesmo ao bispo diocesano sua vocação de servir à Igreja como ministro ordenado.


Quais são as funções do diácono?

Diaconia quer dizer serviço, então o diácono é ordenado para servir. Faz parte do ministério do Cristo Servo, "que veio para servir e não para ser servido". A Lumem Gentium diz que: servem o povo de Deus na diaconia da liturgia, da Palavra e da caridade. ( LG 29). Na liturgia eucarística o diácono tem funções próprias: servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar para o abraço da paz, purificar os vasos sagrados e fazer a despedida. Deve, ainda, incentivar a assembléia para uma participação correta e efetiva na Divina Liturgia.



Então o diácono só não pode consagrar?

Não é assim. O diácono é ordenado para o serviço e não para o sacerdócio. Na realidade o diácono é ministro ordinário dos Sacramentos: do batismo e matrimônio. É também ministro ordinário da comunhão eucarística. Pode ainda ministrar todos os sacramentais; dar as bênçãos próprias de ministro ordenado (objetos de devoção, casas, automóveis, etc.), inclusive a bênção com o Santíssimo Sacramento. Tem ainda a faculdade de presidir à celebração do matrimônio.



O diácono pode exercer seu ministério em qualquer paróquia?

Teoricamente pode exercer seu ministério em qualquer lugar do mundo, afinal de contas ele recebeu um sacramento válido e a Igreja é una, santa e católica, ou seja, é universal, no entanto o diácono está intimamente ligado ao bispo diocesano a quem deve plena obediência. O bispo pode colocá-lo como auxiliar de um pároco, contudo, ele tem a faculdade de auxiliar em outra paróquia desde que disponha de tempo e tenha a autorização do titular competente.



Como fica a vida matrimonial do diácono?

Os documentos de "Santo Domingo" nos dizem que o diácono permanente é o único a viver a dupla sacramentalidade - da ordem e do matrimônio. Um não elimina o outro. A vida matrimonial é portanto vivida em sua plenitude. Esta é a razão pela qual a esposa tem que autorizar, por escrito e de viva voz, no momento da ordenação, que o bispo tem a sua autorização irrevogável para ordenar seu marido.



O diácono recebe ordenado ou remuneração pelo serviço?

Absolutamente nada. Todo seu trabalho é uma doação à Igreja, no entanto nada impede que seja ressarcido de todos os gastos que venha a fazer como, por exemplo, o combustível que gasta em suas locomoções para o exercício de seu ministério. Geralmente o diácono além de nada receber, presta sua ajuda pecuniária à paróquia onde presta seus serviços.



Porque a estola do diácono é diferente?

A estola do sacerdote desce verticalmente ao longo do corpo para mostrar a verticalidade de seu ministério. Sendo pontífice ele faz ponte, faz ligação entre Deus e o homem através do sacrifício apresentado a Deus "in persona Christi". O ministério do diácono é voltado para o serviço à comunidade. A estola atravessada no peito mostra a horizontalidade de suas funções.



Hà muitos diáconos permanentes no Brasil?

O Brasil conta hoje com cerca de 1.258 diáconos.



Existe alguma diaconisa?

Não. Sempre foi norma na igreja católica conceder o sacramento da ordem apenas aos homens. As "diaconisas" de que fala a Bíblia Sagrada não receberam imposição das mãos, mas apenas exerciam a "diaconia " (serviço) em suas comunidades.



Existe uma diretoria como a CNBB para os bispos?

Sim. Existe a Comissão nacional dos diáconos com seu presidente e auxiliares. Existe também em cada regional a Comissão regional dos diáconos. Onde há grande número de diáconos, há a Comissão diocesana dos diáconos.
----------------------------------------------
Por Alberto Magno, Site da Catedral de Brasília - www.catedral.org.br



AGOSTO - MÊS DAS VOCAÇÕES


VOCAÇÕES – É um chamado especial de Deus que as pessoas sentem no seu coração.
Onde nascem as vocações?

Na família que reza unida;
Nos grupos de catequese, de adolescentes, de coroinhas ou acólitos;
Nos grupos de jovens, grupos missionários, grupos de vivência da fé;
Nas paróquias e comunidades eclésia

1º DOMINGO

VOCAÇÃO ESPECIAL - O PADRE

É alguém escolhido por Deus, dentro de uma comunidade, no seio de  uma família, para ser o continuador da obra salvadora de Jesus. Ele assume a missão de construir a comunidade.
Por graça e vocação, o padre age em nome de Jesus: ele perdoa os pecados, ele reconcilia seus irmãos com Deus e entre si; ele trás a bênção de Deus
para todos.
O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. Na Celebração Eucarística , ele trás Jesus para as comunidades. A Eucaristia é a razão primeira do sacerdócio. O padre alimenta seus fiéis por esse
sacramento, pela sua pregação e pelo seu testemunho.
Padre é o modelo por excelência de Jesus Cristo, o bom Pastor. Por esse motivo ele deve ser como o Cristo  Pastor. O Padre deve ser o pastor atencioso  de seu rebanho. Deve guiar por bons caminhos, orientando nas
dificuldades e prevenindo quando necessário. Deve defender seus irmãos dos lobos modernos que devoram os menos esclarecidas e dos ladrões que atacam, que confundem e dispersam o único rebanho do Senhor.
Padre é o homem de Deus que deve estar no meio do povo:  nas Paróquias,  nas Pastorais, nos Seminários, nos Hospitais, nas Escolas e Faculdades, nos
Meios de Comunicação Social, nas Comunidades Inseridas e entre os mais pobres e marginalizados... É um sinal de que o Reino de Deus existe entre nós.

 2º DOMINGO – A FAMÍLIA – DIA DOS PAIS

No segundo final de semana de agosto lembramos o dia dos pais. “Sede fecundos, crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” (Gn 1, 28).
Ser Pai, ser Mãe, constituir família, assumir o sacramento do matrimônio como um grande dom de amor. Devemos dar uma atenção toda especial á família pois é o lugar de nascimento de todas as vocações. A família é a primeira escola catequética, porque a família é mesmo a primeira Igreja de cada pessoa.
Família é o lugar privilegiado para a realização pessoal do ser humano, sua missão, como a de Cristo é viver, crescer e aperfeiçoar-se. Exercitando, todo o dia, o que Ele nos ensinou “AMAR – DOAR – PARTILHAR – SERVIR”. É na família que é possível expressar as mais variadas formas de amar.
A família é o mais belo projeto de Deus-Pai Criador. Pai e Mãe são colaboradores de Deus, com seu testemunho vivo e diário de fé , visando sempre à concretização do Reino de Deus entre nós, através de nós e para nós.





3º DOMINGO – RELIGIOSOS E RELIGIOSAS

Hoje, festa litúrgica da Assunção de Maria, modelo daqueles que dizem sim, celebramos o dia do Religioso e da Religiosa. São homens e mulheres que foram chamados por Deus para seguir Jesus Cristo numa dedicação total.
Esta vocação é assumida na Igreja por pessoas que, imitando Jesus Cristo, se
consagram a Deus através dos votos de pobreza, castidade e obediência. Estão ligados às muitas Congregações Religiosas, Ordens, Institutos e Sociedades de Vida-Apostólica.
São Irmãos e Irmãs que testemunham com a própria vida o amor a Deus no serviço dos irmãos, em escolas, hospitais, asilos de velhinhos, lares de órfãos, jardins de infância...
 São sinais visíveis de Jesus Cristo no meio do nosso povo


4º DOMINGO – OS LEIGOS

. “Leigo” é toda pessoa que pertence ao povo cristão, Os cristãos leigos vivem o seguimento de Jesus Cristo no seu dia a dia, estão no meio da humanidade, solidários com
ela.  Vivem a mensagem do evangelho em todos os momentos e
todos os lugares. É preciso que os leigos reflitam  sobre sua identidade e sua missão na Igreja.
 No quarto  final de semana de agosto, nós nos lembramos de todos aqueles que têm a missão de anunciar Jesus Cristo às nossas crianças, adolescentes e jovens, os dedicados  catequistas e os demais ministérios leigos.  Dentro da comunidade cristã vemos um número enorme  de pessoas que oferecem seus dons assumindo serviços específicos: são os catequistas, os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística, os membros das equipes de liturgia, os cantores, os dirigentes de comunidades e de grupos de reflexão, de vivência, as mensageiras de Nossa Senhora, acólitos e coroinhas e tantas outras lideranças.
Na sociedade, assumindo uma profissão e vivendo como cristão na escola, na empresa, no comércio, na economia, no mundo da política, e nas organizações sociais como associações, sindicatos, agremiações, grupos de voluntários... São muitas as maneiras de testemunhar a sua fé nas estruturas da sociedade.
 Parabéns a todos aqueles que exercem um serviço na comunidade

5º DOMINO – DIA DO CATEQUISTA
O catequista tem como missão, formar o homem novo e a mulher nova. Novos no Espírito e moldados à luz do Evangelho. É chamado a testemunhar Jesus Cristo na comunidade e, de maneira particular, entre os catequizandos. 
Ser catequista é ser semeador de novas vocações.  O  catequista  
é  chamado a    comunicar a pessoa de Jesus, a fazer o Evangelho
chegar no coração e na vida das crianças, adolescentes, jovens e adultos. O Evangelho deve chegar a todos de maneira que possa converter o coração de cada um. Deve despertar para o seguimento de Jesus Cristo e para o compromisso na Igreja e na comunidade.
Rezemos sempre pelas vocações!